O Sr. Eden Roberto Giannotti encomendou este retrato da sua filha Débora. Este é o segundo retrato que fiz da Débora, antes eu a havia retratado quando criança.
Me superei nesta tela, nunca havia conseguido uma luz como essa. O sol é intenso sobre o campo. É uma tela bastante inspiradora. A parte boa de estudar os mestres clássicos é que além de aprender muito de suas técnicas, você termina a tela inspirado a começar uma nova.
Poucos trabalhos foram feitos com tanta inspiração como este. Demorei dias para conseguir colocar essa luz natural neste trabalho. Adoro essa riqueza de cores, coloquei quase todos os tons da minha paleta nesta obra. A composição ficou totalmente fora do que normalmente faço. Tenho por costume em minhas naturezas-mortas focar apenas os objetos que estão sobre a mesa e quase nunca representar o fundo da cena. Esse efeito de mostrar a mesa e o fundo surgiu em um erro no tamanho do desenho. Desenhei as partes centrais e apenas fui prolongando o desenho para os lados. Resultou assim nesta composição inusitada.
O nome da tela - Essa pintura chama-se "Natureza-morta com Presentes" pois todos os objetos que estão na cena me lembram um amigo ou amiga. A estátua e a peça central de porcelana foram presentes de Jaime Heitor Lisboa Pitthan assim como a xícara foi presente do Pascal Willensen e Carol Romano e a taça foi a Shirlley que me deu de presente para servir de modelo em minhas pinturas. A garrafa comemorativa recebi do Diretor do Jornal onde trabalho, Manoel Gandra. O cd foi presente da Adriana Romano. Os 3 livros foram presentes de Osório Garcia, Pascal Willensen e Joe Basílio. A mesa de desenho foi presente de um amigo artista plástico, Anderson Braga. A tela ao fundo (Bouguereau) foi um presente que dei a Clayton Castilho.
Tragédia - A pintura foi arrematada por Eustáquio Lima, de Brasília. Embalamos a pintura como todas as outras 300 anteriores, mas essa chegou ao destino com um grave rasgo na tela. Mesmo assim o Sr. Eustáquio conseguiu reenquadrar a pintura e preservar pelo menos uma parte dela.
Este retrato Cristina Giannotti foi encomendado a uma série de artistas pelo Sr. Eden Roberto Giannotti. Sinto muito orgulho de ter realizado esta obra. Uma vez escrevi ao amigo Eden sobre o fato de ele ter me escolhido para retratar a Cristina, juntamente com diversos bons artistas renomados. Entre eles, havia um em especial em que me inspirei muito na adolescência. Lembro que sempre passava em frente ao atelier dele no meu horário de almoço. Na época eu devia ter uns 15 anos e trabalhava como office-boy. Eu passava por lá pelo menos uma vez por semana para ver os trabalhos novos dele. Confesso que foi uma das melhores surpresas saber que eu participava de um projeto juntamente com artistas que eu admirava. Foi muito bom mesmo... Agradeço muito ao Sr. Eden.
Pintura encomendada pelo Sr. Fernando Quintanilha. Fiz no total, além desta, mais 3 pinturas idênticas a esta com tamanho reduzido (38x55cm). O Sr. Fernando presenteou cada um de seus filhos com uma pintura.
Tela encomendada pelo Srº Fernando Quintanilha. Sempre gostei de Rafael, até hoje tenho minha primeira pintura no meu quarto. Também é uma releitura de Rafael (Retrato de Baldassare).
Pintei este quadro atendendo a encomenda do Sr. Eden. Tentei de diversas formas fazer um bom retrato. Nas primeiras tentativas a pintura resultava distorcida, por mais que os olhos estava indênticos, o nariz estava perfeito, o cabelo, tudo... mas quando olhava a pintura de longe não estava boa. Foi então que eu descobri a pintura por "modelagem". Vou modelando o rosto e não faço cada parte independente como fazia antes. Esta pintura foi um grande desafio. A tela esteve exposta em minha 2ª exposição individual. Foi bastante elogiada.
Ousei nesta pintura. Agradeço ao Sr. Eden por me "deixar" usar as cores em um retrato como nunca havia feito antes. Foi um dos retratos mais "agradáveis" de pintar. A tela esteve exposta em minha 2ª Exposição Individual. O curioso nos retratos da Débora e de sua irmã Karina foi que, quando fiz as pinturas achava que elas tinham cerca de 6 ou 7 anos. Mas depois descobri que tinham cerca de 18 anos. Mais surpreendente ainda foi pintá-las novamente com a idade atual. Foi uma viagem no tempo...
Mais uma das cenas que gosto muito. Acho as manhãs de domingo ideais para pintar ao ar livre. Acordo inspirado a sair e procurar um lugar legal e isolado para pintar. Essa inspiração, misturada com ansiedade está mais que gravado nesta pintura. Olhem as cores, as pinceladas são manchas que cobrem rapidamente a tela numa corrida contra o tempo. As manhãs de domingo passam e é bastante difícil grava-lás apenas com tinta.
Esta é sem dúvida a minha obra principal. Passei 2 anos planejando este quadro pois havia recebido uma encomenda do amigo Xando Maluf em 2001. As exigências do Xando eram basicamente uma cena da Mata Atlântica com um casal de Macucos. Fiz diversos outros trabalhos preparatórios anteriores a este. O resultado foi um trabalho bastante complexo, com vários tipos de árvores e animais próprios da Mata Atlântica. Usei todas as cores possíveis nesta pintura, do mais puro lilás a magenta e amarelo puro...
Analogias e críticas- Escreveria um livro de tantas idéias que tenho sobre esta pintura. Na questão básica da crítica ao desmatamento, vemos que há apenas animais e flores do lado esquerdo da pintura. No lado direito as árvores são secas, sem vida. A pedra do lado direito inferior é sem dúvida de concreto, como se as construções estivessem chegando aos poucos sobre a mata (o que realmente acontece). Abaixo da pedra há uma lata de refrigerante simbolizando a poluição (o que também ocorre). Acima, ainda no lado direito, há um fundo laranja com vermelho, representando o fogo nas matas e florestas (também ocorre). Mas em todo o lado direito há apenas um animal, um sabiá, que próximo ao fogo, serve de analogia a história do beija-flor que queria apagar o incendio na floresta sozinho. Já o lado esquerdo da pintura é o lado da vida na mata, representado pelo ninho ou também pelos micos, que na pintura ainda sobrevivem. As flores ainda nascem neste lado da floresta. A água mostra bem essa transição de uma mata pura à poluída, notem a transparência da água, como passa de cristalina (lado esquerdo) à seca (lado direito).
Estética- Não há uma cor predominante na pintura, existem grandes gamas de verdes, terras vermelhos, azuis e ocres amarelos. Nunca havia conseguido uma luz "filtrada" como esta no centro da pintura. Há um equilíbrio visual, as árvores se contrapõem nos dois lados da cena.
! Para fazer esta pintura eu e a Shirlley fomos fotografar pessoalmente a Mata.
Fiz esta paisagem ao ar livre na cidade de Formiga juntamente com um amigo artista plástico Maxuel, que também pintou um quadro naquele dia. Gostei demais desta obra, consegui capturar a luz de fim de tarde muito rapidamente, demorei cerca de 1 hora para pintar esta tela. Só a noite fiquei sabendo que aquele dia era aniversário do max. Por isso o nome da tela.
Sempre gostei de Bouguereau. Esta é uma de minhas melhores releituras. Alguns dias antes de fazer esta pintura tive um problema de saúde e fiquei 2 dias no hospital, quando tive alta, estava tão ansioso por pintar que cheguei em casa e fui direto para o atelier, comecei esta obra e a terminei em 3 dias. Nunca havia utilizado um lilás com tamanha intensidade. Foi uma aula de cor. Esta foi a primeira aquisição de Fernando Quintanilha.