A casa que pintei é a casa da avó da Shirlley. Essa é a imagem do fundo do meu quintal. Não há nada de especial na pintura a não ser a lembrança que meu filho terá quando ver essa cena daqui a uns 40 anos. Atrás da casa existe um bambuzal e algumas árvores enormes, onde é possível ver algums micos a qualquer hora do dia.
Sempre gostei de cenas de paisagens em fim de tarde. Aquelas com nuvens gigantescas e com uma luz suave. É quase certo que ainda me dedicarei a uma série de pinturas neste estilo.
Pintar Monet realmente é uma viagem, quanto mais você pinta, mais inspirado fica. As cores são vivas, as pinceladas são bastante aparente e soltas. Das pinturas de Monet, esta é uma das que mais gosto.
Gosto bastante desta pintura. Essas cores nas nuvens ficaram muito bem em contraste com a cor dos telhados. Eu havia começado esta pintura em 2001, na época tinha pintado apenas algumas partes dos telhados.
Acho muito bonita essa luz. As nuvens escuras acentuam a iluminação sobre os barcos. Veja a variação de lilás sobre o céu e o mar. Sempre gostei de pintar marinhas.
É a segunda vez que tento pintar um pombo. Da primeira vez tentei pintá-los olhando os que ficavam no meu quintal. Como não deu certo fiz este a partir de uma foto. O resultado ficou bem melhor. Gostou da cor e textura ao fundo, me lembra os pintores ingleses.
Em 2000 ou 2001 eu vi pela primeira vez essa pintura em leilão na Christie's. Até então, eu não imaginava em conhecer outros pintores senão os europeus tradicionais. Quando conheci a obra de Gêrome fiquei encantado. E essa tela virou quase uma obcessão. À partir daí passei a abrir os olhos para outros artistas, como os russos por exemplo. Foi extremamente agradável fazer essa tela pela riqueza de texturas, como a pele do tigre e a parede do fundo.
O Sr. Eden Roberto Giannotti encomendou este retrato da sua filha Débora. Este é o segundo retrato que fiz da Débora, antes eu a havia retratado quando criança.
Me superei nesta tela, nunca havia conseguido uma luz como essa. O sol é intenso sobre o campo. É uma tela bastante inspiradora. A parte boa de estudar os mestres clássicos é que além de aprender muito de suas técnicas, você termina a tela inspirado a começar uma nova.
Poucos trabalhos foram feitos com tanta inspiração como este. Demorei dias para conseguir colocar essa luz natural neste trabalho. Adoro essa riqueza de cores, coloquei quase todos os tons da minha paleta nesta obra. A composição ficou totalmente fora do que normalmente faço. Tenho por costume em minhas naturezas-mortas focar apenas os objetos que estão sobre a mesa e quase nunca representar o fundo da cena. Esse efeito de mostrar a mesa e o fundo surgiu em um erro no tamanho do desenho. Desenhei as partes centrais e apenas fui prolongando o desenho para os lados. Resultou assim nesta composição inusitada.
O nome da tela - Essa pintura chama-se "Natureza-morta com Presentes" pois todos os objetos que estão na cena me lembram um amigo ou amiga. A estátua e a peça central de porcelana foram presentes de Jaime Heitor Lisboa Pitthan assim como a xícara foi presente do Pascal Willensen e Carol Romano e a taça foi a Shirlley que me deu de presente para servir de modelo em minhas pinturas. A garrafa comemorativa recebi do Diretor do Jornal onde trabalho, Manoel Gandra. O cd foi presente da Adriana Romano. Os 3 livros foram presentes de Osório Garcia, Pascal Willensen e Joe Basílio. A mesa de desenho foi presente de um amigo artista plástico, Anderson Braga. A tela ao fundo (Bouguereau) foi um presente que dei a Clayton Castilho.
Tragédia - A pintura foi arrematada por Eustáquio Lima, de Brasília. Embalamos a pintura como todas as outras 300 anteriores, mas essa chegou ao destino com um grave rasgo na tela. Mesmo assim o Sr. Eustáquio conseguiu reenquadrar a pintura e preservar pelo menos uma parte dela.
Este retrato Cristina Giannotti foi encomendado a uma série de artistas pelo Sr. Eden Roberto Giannotti. Sinto muito orgulho de ter realizado esta obra. Uma vez escrevi ao amigo Eden sobre o fato de ele ter me escolhido para retratar a Cristina, juntamente com diversos bons artistas renomados. Entre eles, havia um em especial em que me inspirei muito na adolescência. Lembro que sempre passava em frente ao atelier dele no meu horário de almoço. Na época eu devia ter uns 15 anos e trabalhava como office-boy. Eu passava por lá pelo menos uma vez por semana para ver os trabalhos novos dele. Confesso que foi uma das melhores surpresas saber que eu participava de um projeto juntamente com artistas que eu admirava. Foi muito bom mesmo... Agradeço muito ao Sr. Eden.